Session Debrief
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01 · Debrief de Sessão

Análise técnica
da sua sessão.

Suba o GPX de uma prova ou treino longo e receba um laudo descritivo no padrão de briefing de voo. Pacing por quilômetro, distribuição de esforço, drift cardíaco e correlação com o perfil do percurso — tudo processado no seu navegador.

Configuração

Pré-voo
Provas recebem análise de pacing competitivo. Treinos recebem análise de execução e drift.
Indoor inclui esteira, rolo, Zwift, TrainerRoad. Suporte limitado em GPX — para análise completa, use FIT (suporte previsto em v2).
Selecione a distância mais próxima ou "Outro" para análise livre.
Sem esses dados, as zonas são estimadas a partir do pico observado na sessão. Informar FCmax e FTP reais habilita análises completas (NP, IF, TSS).
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Painel Principal

HUD

Análise de Pacing

por quilômetro
Variação por km vs ritmo médio
mais rápido
± 2% da média
mais lento

Frequência Cardíaca

temporal
FC ao longo da sessão

Distribuição por Zona

tempo em zona

Perfil do Percurso

elevação
Altitude ao longo da sessão

Laudo Descritivo

Debrief
Briefing

Observações Técnicas

padrões detectados
Disclaimer. Esta é uma análise descritiva baseada nos dados do arquivo enviado. Não substitui orientação de treinador, médico ou profissional de saúde. Use como apoio à reflexão sobre sua sessão — não como prescrição. A hierarquia clínica é sempre: segurança médica → consistência esportiva → performance, nessa ordem. Dados são processados apenas no seu navegador e não são enviados a nenhum servidor.

Metodologia & Base Científica

referências
Arquitetura principal

O motor de análise adota como arquitetura principal a escola norueguesa de treinamento de endurance, caracterizada por: (1) grande base aeróbica abaixo do primeiro limiar lactato (LT1), (2) trabalho de limiar controlado entre LT1 e LT2 (2-4 mmol/L de lactato), (3) intensidade alta usada de forma estratégica, e (4) distribuição predominantemente piramidal nas fases de base, com elementos polarizados em fases de competição. O método é associado aos resultados de atletas como Kristian Blummenfelt, Gustav Iden e Jakob Ingebrigtsen.

Modelo das três zonas e LT1/LT2

As zonas de treinamento usadas pela ferramenta seguem o modelo de três zonas fisiológicas estabelecido por Seiler & Kjerland (2006), com fronteiras em LT1 (~2 mmol/L de lactato) e LT2 (~4 mmol/L). Z1 fica abaixo de LT1 (baixa intensidade), Z3 entre LT1 e LT2 (limiar), e Z4-Z5 acima de LT2 (alta intensidade). Como a ferramenta usa frequência cardíaca em vez de lactato, as zonas são aproximações por percentual de FCmax — quanto mais próximo o atleta informar sua FCmax e FC de limiar reais, mais precisa a análise.

Distribuição 80/20 e modelo piramidal

A pesquisa de Seiler sobre atletas de elite mostra que aproximadamente 75-80% do volume de treino é executado em baixa intensidade (abaixo de LT1), com 5-10% em limiar e 15-20% em alta intensidade. Esta distribuição é a referência usada ao avaliar aderência de treinos contínuos longos e bases aeróbicas. Para treinos específicos de limiar ou intervalado, as assinaturas esperadas são diferentes e estão calibradas por tipo de sessão.

Análises descritivas usadas

As métricas calculadas — decoupling cardíaco (aerobic decoupling), Normalized Power (NP), Intensity Factor (IF), Training Stress Score (TSS), Variability Index — seguem definições estabelecidas por Andrew Coggan, Hunter Allen e Joe Friel na literatura clássica de ciclismo. A análise de pacing por quilômetro, ponto de quebra e split positive/negative segue convenções da prática competitiva de corrida. A ferramenta apenas descreve o que aconteceu: não prescreve treinos, não diagnostica patologias e não substitui o trabalho de um treinador credenciado.

Referências principais
  • Seiler, S. & Kjerland, G.Ø. (2006). Quantifying training intensity distribution in elite endurance athletes: is there evidence for an "optimal" distribution? Scandinavian Journal of Medicine & Science in Sports, 16(1), 49-56.
  • Casado, A., Foster, C., Bakken, M. & Tjelta, L.I. (2023). Does Lactate-Guided Threshold Interval Training within a High-Volume Low-Intensity Approach Represent the "Next Step" in the Evolution of Distance Running Training? International Journal of Environmental Research and Public Health, 20(5), 3782.
  • Casado, A., González-Mohíno, F., González-Ravé, J.M. & Foster, C. (2022). Training Periodization, Methods, Intensity Distribution, and Volume in Highly Trained and Elite Distance Runners: A Systematic Review. International Journal of Sports Physiology and Performance, 17(6), 820-833.
  • Foster, C., Casado, A., Esteve-Lanao, J., Haugen, T. & Seiler, S. (2022). Polarized Training Is Optimal for Endurance Athletes. Medicine and Science in Sports and Exercise, 54(6), 1028-1031.
  • Stöggl, T. & Sperlich, B. (2014). Polarized training has greater impact on key endurance variables than threshold, high intensity, or high volume training. Frontiers in Physiology, 5:33.
  • Haugen, T., Sandbakk, Ø., Seiler, S. & Tønnessen, E. (2022). The training characteristics of world-class distance runners. Sports Medicine - Open, 8(1), 46.
  • Allen, H., Coggan, A. & McGregor, S. (2019). Training and Racing with a Power Meter, 3rd ed. VeloPress — definições de NP, IF, TSS e Variability Index.
Filosofia da ferramenta

O Session Debrief não corrige nem compete com seu treinador. Ele descreve o que aconteceu na sessão, compara com a assinatura esperada para o tipo de treino prescrito, e oferece observações técnicas baseadas em padrões clássicos da fisiologia do exercício. A decisão final sobre treino, ajuste de carga ou intervenção sempre cabe a um profissional humano credenciado — idealmente seu treinador principal — que conhece seu contexto integral.