Suba o GPX de uma prova ou treino longo e receba um laudo descritivo no padrão de briefing de voo. Pacing por quilômetro, distribuição de esforço, drift cardíaco e correlação com o perfil do percurso — tudo processado no seu navegador.
O motor de análise adota como arquitetura principal a escola norueguesa de treinamento de endurance, caracterizada por: (1) grande base aeróbica abaixo do primeiro limiar lactato (LT1), (2) trabalho de limiar controlado entre LT1 e LT2 (2-4 mmol/L de lactato), (3) intensidade alta usada de forma estratégica, e (4) distribuição predominantemente piramidal nas fases de base, com elementos polarizados em fases de competição. O método é associado aos resultados de atletas como Kristian Blummenfelt, Gustav Iden e Jakob Ingebrigtsen.
As zonas de treinamento usadas pela ferramenta seguem o modelo de três zonas fisiológicas estabelecido por Seiler & Kjerland (2006), com fronteiras em LT1 (~2 mmol/L de lactato) e LT2 (~4 mmol/L). Z1 fica abaixo de LT1 (baixa intensidade), Z3 entre LT1 e LT2 (limiar), e Z4-Z5 acima de LT2 (alta intensidade). Como a ferramenta usa frequência cardíaca em vez de lactato, as zonas são aproximações por percentual de FCmax — quanto mais próximo o atleta informar sua FCmax e FC de limiar reais, mais precisa a análise.
A pesquisa de Seiler sobre atletas de elite mostra que aproximadamente 75-80% do volume de treino é executado em baixa intensidade (abaixo de LT1), com 5-10% em limiar e 15-20% em alta intensidade. Esta distribuição é a referência usada ao avaliar aderência de treinos contínuos longos e bases aeróbicas. Para treinos específicos de limiar ou intervalado, as assinaturas esperadas são diferentes e estão calibradas por tipo de sessão.
As métricas calculadas — decoupling cardíaco (aerobic decoupling), Normalized Power (NP), Intensity Factor (IF), Training Stress Score (TSS), Variability Index — seguem definições estabelecidas por Andrew Coggan, Hunter Allen e Joe Friel na literatura clássica de ciclismo. A análise de pacing por quilômetro, ponto de quebra e split positive/negative segue convenções da prática competitiva de corrida. A ferramenta apenas descreve o que aconteceu: não prescreve treinos, não diagnostica patologias e não substitui o trabalho de um treinador credenciado.
O Session Debrief não corrige nem compete com seu treinador. Ele descreve o que aconteceu na sessão, compara com a assinatura esperada para o tipo de treino prescrito, e oferece observações técnicas baseadas em padrões clássicos da fisiologia do exercício. A decisão final sobre treino, ajuste de carga ou intervenção sempre cabe a um profissional humano credenciado — idealmente seu treinador principal — que conhece seu contexto integral.